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Energisa Transmissão

O Grupo Energisa fez a sua estreia no setor de transmissão de energia em 2017 ao arrematar dois lotes em leilão realizado pela Aneel. O Grupo levou o lote 3, em Goiás, com receita anual permitida (RAP) atual de R$ 44,4 milhões; e o lote 26, no Pará, que tem a receita homologada para o ciclo atual (2021-2022) de R$56,1 milhões. Os dois empreendimentos possuem sinergias com regiões de atuação da empresa no Norte e Centro-Oeste do país.

O lote 3, com extensão de 136 quilômetros, é composto por instalações que ficam no estado de Goiás, incluindo a linha de transmissão de 230 kV Rio Verde Norte – Jataí em circuito duplo e a subestação Rio Verde Norte com a transformação 500/230kV de 1.344 MVA. A entrada em operação comercial ocorreu em março de 2020, portanto 17 meses antes do prazo estipulado pela ANEEL de agosto de 2021. A obra trouxe ainda benefícios para os sistemas da Energisa Mato Grosso do Sul e da Energisa Mato Grosso.

Já o lote 26 – que fica em uma área quase na divisa com Mato Grosso e Tocantins, em região de fronteira agrícola – consiste na Linha de Transmissão 230 kV Xinguara II – Santana do Araguaia em circuito duplo, com extensão total de 296 quilômetros, e a nova subestação Santana do Araguaia com a transformação 230/138 kV de 300MVA. A entrada em operação se deu em novembro de 2020, o que representa 16 meses de antecipação se comparado ao prazo da ANEEL de fevereiro de 2022.

Em 2018 o Grupo Energisa arrematou o lote 19, também no Pará que possui receita anual permitida (RAP) atualizada de 39,0 milhões. O lote consiste da Linha de Transmissão (LT) 500 kV Serra Pelada –Integradora Sossego, em circuito duplo com extensão de 66,5 km; da LT 230 kV Integradora Sossego – Xinguara II, em circuito simples com extensão de 72,3 km; e das subestações (SE) 500/138 kV Serra Pelada – pátio novo de 138 kV, com capacidade de 300 MVA; e SE 500/230 kV Integradora Sossego – pátio novo de 500 kV capacidade 1.500 MVA. Além das instalações do certame, há um reforço em desenvolvimento que irá incrementar a receita em mais R$ 4,2 milhões ao ano.

As obras seguem a pleno vapor e o resultado já está sendo percebido pela sociedade. A LT 230 kV Integradora Sossego – Xinguara II entrou em operação comercial em fevereiro de 2021, representando uma antecipação de 25 meses se comparado ao prazo ANEEL de março de 2023. O demais ativos da concessão estão com previsão de entrada em operação ainda no próximo trimestre. As instalações reforçarão o atendimento elétrico à região sudeste do Pará e se interligarão com o lote 26, resultando ainda em sinergias construtivas, operacionais e de manutenção entre os projetos. Dando seguimento à estratégia de crescimento em regiões chave para os negócios do Grupo, foi arrematado ainda no leilão 004/2018 o lote 4, entre a Bahia e o Tocantins, com valores corrigidos de receita anual permitida (RAP) de R$ 71,5 milhões. Com 772 quilômetros, o empreendimento terá sinergia com a Energisa Tocantins e inclui três linhas de transmissão de 230 kV entre os municípios de Dianópolis, Gurupi, Palmas (TO) e Barreiras (BA), além de duas subestações de 500/230 kV e 450 MVA e 230/138 kV e 400 MVA. A estrutura servirá para escoar a energia proveniente da geração hidráulica e fotovoltaica da região e reforçar a confiabilidade do abastecimento da capital, Palmas. O prazo para conclusão das obras previsto pela ANEEL é de 60 meses, com entrada em operação comercial até março de 2024.

O ano de 2020, marcado pela pandemia COVID-19, trouxe reflexões e necessidade de revisão das estratégias. O Grupo Energisa, sem perder seu calibre de risco/retorno, arrematou, em valores atuais de RAP de R$ 67,8 milhões, o lote 11 com um desafio inédito para qualquer transmissora do país: assumir uma concessão já em operação, ampliar e revitalizar as instalações. Serão ao todo mais de 410 km de linhas de transmissão de 2.500 MVA.

Localizado no estado do Amazonas, o empreendimento, com prazo de conclusão em março de 2026, visa eliminar a necessidade de geração térmica para evitar corte de carga em situações de contingências simples de transformadores na Região Metropolitana de Manaus. Adicional à RAP licitada, já está previsto um reforço no valor de R$ 3,7 milhões com base na resolução autorizativa (REA) nº 10.382/ 2021 publicada pela Aneel.

Em sinergia com os investimentos de 2018, o lote 4 do leilão 001/2021 foi arrematado e irá receber uma RAP de 4,3 milhões. O novo setor de 138 kV da SE Gurupi, que contará com uma transformação de 200 MVA, proporcionará o atendimento adequado de energia elétrica às regiões sul e sudeste do estado do Tocantins, atualmente realizado por dois longos circuitos em 138 kV. O prazo para implantação da obra é até setembro de 2024.

Adicionalmente, em 02 de dezembro de 2021, a Energisa assinou o contrato de compra e venda de ações e outras avenças com Geogroup Holding Ltda. e PO do Brasil LTDA. para aquisição de 100% das ações da Geogroup Paranaíta Transmissora de Energia SPE S.A. atualmente denominada Energisa Paranaíta Transmissora de Energia S.A. A Energisa Paranaíta é detentora de uma subestação de 500/138 kV, 150MVA, localizada na divisa dos Estados de Mato Grosso e Pará, e faz conexão com a Energisa Mato Grosso - Distribuidora de Energia S.A. A Energisa Paranaíta possui uma receita anual permitida (RAP) de R$ 10,9 milhões, não possuindo dívidas de curto a longo prazo. A operação foi concluída no dia 11 de fevereiro de 2022, com pagamento do montante total de R$ 102,1 milhões.

Por fim, em 17 de fevereiro de 2022, a Companhia assinou o contrato de compra e venda de ações e outras venças com o Power Fundo de Investimento em Participações Infraestrutura e a Perfin Apollo 14 Fundo de Investimento em Participações Infraestrutura para a aquisição de 100% das ações de emissão da Gemini Energy S.A. pelo valor total de R$ 822,6 mmilhões, sujeitos a ajustes usuais nesse tipo de transação. A Gemini detém 85,04% da LMTE, 83,33 da LXTE e 100% da LTTE, todas concessionárias operacionais de transmissão localizadas no Amapá, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente, que, em conjunto, possuem uma capacidade de transmissão instalada de 6.700 MVA, 1.451 km de extensão e uma Receita Operacional Anual de R$ 362,9 milhões. Além disso, a Gemini detém 100% de outras duas sociedades não operacionais. É importante ressaltar que o fechamento da aquisição está sujeito ao cumprimento de determinadas condições precedentes como é praxe em operações da mesma natureza, incluindo, mas sem se limitar, às autoridades regulatórias da Agência Nacional de ENergia Elétrica e do COnselho Administrativo de Defesa Econômica.

Atualmente, a Energisa possui 8 (oito) concessões de transmissão que totalizam uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 313,4 milhões (ciclo 2021-22) e investimento total de R$ 2.899,4 milhões. APós a conclusão da operação de aquisição da Gemini, a Energisa passará a ter em seu portfólio 11 (onze) projetos em transmissão e mais que dobrará sua receita Anual Permitida (RAP) passando para R$ 676,3 milhões (ciclo 2021-22) e investimento total estimado de R$ 3.824,2 milhões.

Novos leilões virão assim como oportunidades de fusões e aquisições e o segmento de transmissão que iniciou discreto já é uma unidade de negócio importante e que tem alimentado o apetite de investimento do Grupo Energisa.